Pia Fraus

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Se eu soubesse o que tenho a dizer não me fotografaria.

Não é porque o rosto aparente toma forma que ele existe. Por hora, também não anula sua existência. A imagética Pia Fraus diz profundidades em superfícies vazias. A mentira sagrada que nos leva entre os tempos e nada nos diz. Eu não estou te dizendo nada, além de tudo que sou. Alomorfia de realidades vertiginosas em verdades e invencionices.

 

Ouroboro é uma benção e uma lástima.

 

Nós somos janelas entreabertas 

 

um pé na penumbra 

 

outro na aurora 

 

dois pés cá 

 

dois pés lá

 

sombra e claridade simultâneas 

 

separadas apenas na tentativa de exemplificar, 

 

mas o dentro e o fora são tudo ao mesmo tempo

 

e ao mesmo tempo:

 

nada

de Hipocrisis a Pia Fraus

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